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A história desta fotografia
01/10/2010
Há encostas negras, da pedra- pomes, num fundo de terra seca, vermelha. Tenho à minha frente um cone negro, de um anterior vulcão. A estrada é uma risca na cobertura de negro. Indo de encontro à minha escala, vejo vestígios de poças de água, já secas. Ainda reduzindo mais o meu olhar perscrutador à escala das texturas na lama seca, descubro vida. É vida que se mantinha dormente em sementes que esperavam alguma água. Brota vida, como se de um milagre se tratasse, de onde pareceria não haver nada. Rebenta. Sai. Cresce. Explode.
Questões técnicas
01/10/2010
Tirada com película de diapositivo, não exigiu grandes cuidados técnicos. Não houve questões complicadas de gestão de luz, de composição ou de focagem. Sem tripé. A grande abertura do diafragma resulta nalguns pontos da erva fora de focagem, tendo focado o plano das linhas na lama. Há um pouco de vinhetagem, visível nos cantos.
Opinião crítica
01/10/2010
É uma fotografia de texturas, onde as formas e os contrastes entre negros, vermelhos e verdes marcam o ritmo. O ligeiro desfocar das ervas mais próximas da máquina juntam um pouco de sentido de volume, embora o palco seja quase plano. Os vários tipos de gretas na lama também lhe concedem volume. Carrega consigo um conjunto de significados, que passarão pela Vida e Morte, água e seca. A vinhetagem ajuda a focar a atenção no meio do rectângulo. No âmago da questão.
Onde a colocar
01/10/2010
Esta pede uma impressão grande, até porque oferece a qualidade e escala necessárias (devido ao uso do diapositivo). Ou uma impressão excepcional num livro, no miolo ou na capa. Encaixa num contexto onde se pretenda que se pense no sentido das coisas, e não apenas na estética. Se num local público, sugiro algo calmo. Mas, definitivamente, com luzes baixas e localizadas.
Outubro 2010
Alma Lux Photographia
Música de Fabrício Cordeiro, Projecto Moustache
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